DIREITA, VOLVER!

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No Parlamento Francês, os “Girondinos” sentavam-se à direita da mesa diretora e os “Jacobinos” à esquerda da mesma.

Os “Girondinos” à direita defendiam que o Estado deveria garantir o direito à propriedade, estimular a educação, promover a produção individual e coletiva em todos os níveis, estimular a produção científica com aplicação do conhecimento humano à população (especialmente em saúde), garantir a liberdade de oportunidades, garantir a segurança dos cidadãos.

Assim, o Estado deveria estabelecer regras básicas para as atividades privadas, porém sem deixar sua missão original de controle sem intervenção permanente (“O Estado” é o Estado, a “atividade privada” é a atividade privada com convivência e liberdades pareadas).
Neste contexto, o FREEDOM garante que o indivíduo e a coletividade sejam livres, sendo que a produção deste é o que faz a diferença. Aquele que produz mais riquezas, terá mais; aquele que fez a opção de produzir menos riquezas, terá menos. O respeito às instituições, à moralidade, à ética, à lei, aos símbolos e ritos são condições inerentes a este modelo.

Os “Jacobinos”, à esquerda, defendiam um Estado muito forte com interferência e atrofia absoluta das atividades privadas, tanto no âmbito individual quanto coletivo.
Aqui, todo os setores são deveres do Estado (saúde, educação, segurança, etc…). Neste entendimento, o FREEDOM que define a liberdade de ir e vir, desaparece. O Estado torna-se gigante, e o indivíduo muito pequeno. Não há estímulo à produção intelectual, nem de bem de serviço ou de resultados. As instituições, a moralidade, a ética, a lei, os símbolos e os ritos deixam de ser próprio dos indivíduos e das famílias e passam a ser de domínio absoluto do Estado.

Em verdade, as pessoas nascem com o instinto mais à “direita” ou mais à “esquerda”. Podem ser criadas também mais à “direita” ou mais à “esquerda”. O controle gestor de seu povo pode ser mais à “direita” ou mais à “esquerda”.
Nesta situação, seguindo a linha dos “Girondinos” (à “direita”) surgiu o capitalismo de produção com liberdade (FREEDOM), e na ponta dos “Jacobinos” (à “esquerda”) surgiram o comunismo e o socialismo de Estado forte e liberdade fraca.

Na atualidade, observando os países democratas da América do Sul (Argentina, Brasil,…), o povo tem votado no abandono da “esquerda” e apostando nos ideais de “direita”.
Nos EUA, a vitória de Donald Trump, do Partido Republicano, recoloca aquele país nos trilhos da “direita”.
Numa avaliação mais panorâmica, e mais plena, o povo tem valorizado o modelo de produção com liberdade (capitalismo) e o mundo de forma miliciana está fazendo uma “direita, volver!”.

Waldemar Naves do Amaral
Presidente da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia

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