AURJ dá orientações sobre segurança em exames de Ultrassonografia em tempos de COVID-19

Material elaborado pela Associação de Ultrassonografia do Rio de Janeiro. Apoio da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS) e Sociedade Brasileira de Medicina Fetal (Sobramef).

SEGURANÇA EM ULTRASSOM

  • Os vírus semelhantes ao COVID-19 sobrevivem entre 48 e 96 h em superfícies secas inanimadas, como aparelhos de ultrassom.
  • A sala de ultrassom deve ser limpa toda manhã com desinfetante de baixo nível (DBD), incluindo a tela do aparelho de ultrassom, teclado e mouse do computador, suporte da maca, suporte do transdutor, recipiente do gel, maçanetas, puxadores de armário, interruptores de luz, cadeiras e bancadas.
  • O número de sondas conectadas ao aparelho de ultrassom deve ser reduzido ao mínimo (uma transabdominal e uma transvaginal).
  • Acessórios desnecessários devem ser removidos da sala.
  • Deve-se respeitar o tempo das consultas, aumentar o intervalo entre consultas para prevenir aglomeração na sala de espera, manter no mínimo 2 metros entre assentos.
  • Reduzir o número de pessoas na sala de exame no máximo um acompanhante (idosos e crianças não), sem estagiários ou alunos.
  • Transdutores, cabos, teclado e tela devem ser limpos cada manhã e após cada exame.
  • A maca da paciente deve ser limpa com DBN antes de ser novamente coberta com lençol de papel descartável
  • O lençol de papel descartável deve ser retirado com o uso de luvas, dobrado e descartado imediatamente ao final de cada exame.
  • No final do atendimento a sala e o equipamento devem ser submetidos a uma limpeza final usando DBN.
  • Antes da desinfecção, as sondas devem ser limpas com gaze ou papel macio úmido com solução de água e sabão neutro. Depois secar antes de desinfetar.
  • Desinfetantes de baixo nível (DBN) que podem ser utilizados entre exames de rotina: etanol 62–71%, peróxido de hidrogênio 0,5% ou hipoclorito de sódio 0,1% , uso por 1 minuto, cloreto de benzalcônio 0,05–0,2% (Clinell TM) ou digluconato de clorexidina 0,02% (conferir o tempo de contato úmido de cada produto).
  • Em caso de exame em paciente suspeita ou confirmada com COVID-19 recomenda-se o uso adicional de desinfetantes de alto nível (DAN) conforme instruções do fabricante.
  • Deve ser aplicado DAN em transdutores transvaginais e nos utilizados em procedimentos invasivos, independente do uso de capa de proteção.
  • DAN: etanol 80-95% (tempo de exposição 30s), 2-propanol 75-100% (tempo de exposição 30s), 2-propanol e 1-propanol 45% e 30% (tempo de exposição 30s), hipoclorito de sódio 0,21% (AnSsapril Blu 2%, 30s), glutaraldeído 2,4-3,2% (Cidex, Metricide e Procide, tempo de exposição 5 min) e agentes não-glutaraldeído 0,5% (Cidex OPA, tempo de exposição 2 min), peróxido de hidrogênio 7,5% (Cidex PA, REVITAL-OX RESERT, tempo de exposição 1 min).
  • O uso de solução diluída de água sanitária doméstica (hipoclorito de sódio – 10 cc em 1 litro de água) não é recomendado pelos fabricantes de equipamentos de ultrassom pois pode causar dano às partes plásticas e metálicas do transdutor. Mas a solução pode ser utilizada em outras superfícies da sala.
  • Óculos de proteção, máscara e luvas devem ser usados durante a limpeza, desinfecção ou esterilização de qualquer equipamento.
  • Ultrassonografistas com fatores de risco devem ser afastados da realização de exames.
  • Médico deve usar máscara cirúrgica e luva durante os exames.
  • Luvas devem ser trocadas a cada paciente. Lavar as mãos após retirar luvas.
  • Tentar reduzir a duração do exame e falar o mínimo possível durante o mesmo.
  • Considerar uso de capa de transdutor para sondas não endocavitárias.
  • Se possível, recomenda-se ter uma (ou mais) máquina(s) de ultrassom para ser(em) utilizada(s) exclusivamente com pacientes com infecção suspeita/provável/confirmada pelo COVID-19.

ULTRASSOM OBSTÉTRICO

  • Gestantes que tiveram contato com pacientes sintomáticos, regressaram de áreas de transmissão ou que estejam apresentando sintomas devem adiar os exames em 14 dias.
  • Para os casos suspeitos, prováveis ou confirmados de COVID-19, avaliar o crescimento fetal e o volume de líquido amniótico, associado ao Doppler umbilical, preferencialmente com ultrassom portátil à beira do leito.
  • Para aquelas em restabelecimento da infecção ou confirmadas porém assintomáticas avaliar o crescimento fetal e o volume de líquido amniótico, associado ao Doppler umbilical, a cada 2-4 semanas.
  • A conduta para a gestação será orientada pelos achados ultrassonográficos.
  • Para as gestantes que adquiriram a infecção durante o primeiro trimestre e início do segundo, está indicado o exame morfológico detalhado entre 18 e 24 semanas.

 

Referências e Leitura Suplementar
https://www.isuog.org/event/coronavirus-1.html
https://www.isuog.org/clinical-resources/coronavirus-covid-19-resources/coronavirus-resources-in-your-own-language/coronavirus-covid-19-resources-in-portuguese.html

 

Este documento foi elaborado com base nas evidências atuais, resoluções e notas técnicas divulgadas até o momento de sua publicação.

 

Comissão Temporária COVID-19

Renato Augusto Moreira de Sá (Presidente da SGORJ)
Silvio Silva Fernandes (Vice Presidente )
Jorge Rezende Filho (Presidente da Comissão de Obstetrícia)
Mauro Romero Leal Passos (Presidente da Comissão de Ginecologia)
Susana Aide Viviani Fialho (Secretária Geral)
Paulo Roberto Nassar de Carvalho (Tesoureiro Geral)
Carolina Carvalho Mocarzel (Comissão de Comunicação)
Cristiane Alves (Comissão de Perinatologia)

Danielle Sodré Barmpas (Presidente Interina da Associação de Ultrassonografia do Rio de Janeiro)

 

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